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Histórico

          1. O espaço missioneiro e o Paraná

          A formação social da região platina permite identificar experiências ibero indígenas, com influências culturais mútuas, com aculturações forçadas ou espontâneas e com mudanças de hábitos e costumes, distintas das relações socioculturais das sociedades das metrópoles ibéricas. No espaço platino as peculiaridades regionais, marcadas pelas paisagens diversificadas e pela diversidade étnica, e as diferentes situações de contato são componentes de um conjunto de relações que caracterizam os complexos processos históricos das sociedades emergentes. A busca de elementos identificadores da cultura latino-americana nos remete à reconstituição destes processos a partir de cenários múltiplos para aferir as formas de produção e organização sociocultural decorrentes do conjunto de relações que as sociedades tribais e a sociedade de conquista operaram entre si. O Paraná insere-se no contexto mais amplo da ocupação do Prata e era uma região de fronteira, tanto pela confluência de dois colonialismos como pela situação de contato de diferentes culturas. Fronteira viva onde as sociedades em presença ainda não haviam cristalizado os limites políticos. A maior porção do seu território atual correspondia à antiga Província Jesuítica do Guairá, localizada entre os rios Paraná, na vertente Oeste, o Rio Tietê e o Anhembi ao Norte, o Rio Iguaçu ao Sul e a Leste a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. As condições naturais desta região caracterizavam-se pela existência de solos férteis, florestas subtropicais, abundantes rios e um clima marcado por uma boa distribuição de chuvas, com maior intensidade no verão, e uma temperatura média em torno de 23ºC. Neste ambiente viviam as parcialidades guaranis, que eram povos seminômades de cultura tribal.

          A dinâmica interna do colonialismo luso-espanhol fez emergir frentes de expansão da colonização que se projetaram sobre as populações nativas do Guairá. Estas frentes internas começaram a exercer pressão sobre as sociedades tribais, interferindo substancialmente no seu “modo de ser”, principalmente pela desestruturação das relações familiares e tribais resultante da subjugação da força de trabalho pelo serviço pessoal e pela encomenda. O conjunto de relações decorrentes da projeção dos interesses dos encomendeiros, que necessitavam da mão-de-obra indígena para incrementar suas atividades agropastoris e de extrativismo, e dos bandeirantes que viram no índio encomendado e, posteriormente, reduzido uma possibilidade de abastecer as necessidades de mão-de-obra da agroindústria açucareira, passaram a gerar conflitos e crises que exigiram a intervenção do Estado e da Igreja.
          As peculiaridades da situação de contato desafiaram as políticas da colonização e da cristianização, motivando os seus agentes a promover, através da estratégia missionária, a segregação social, afastando o índio do consumo direto das frentes internas de expansão do colonialismo. A reunião dos índios em povoados para “civilizá-los” e “cristianizá-los” teve, pois, o caráter de preparar as bases para a sociedade colonial do futuro, muito embora a percepção desta realidade fosse apreendida de forma diferenciada entre o Estado e a Igreja Missionária. As reduções jesuíticas do Guairá caracterizaram-se como espaço de construção e de produção sociocultural marcado pela combinação de elementos da cultura tribal com os da eurocristã. Esta experiência humana e cristã constitui-se uma das mais ricas referências de educação e de evangelização para a história e uma utopia social que está a desafiar permanentemente a humanidade.

          2. O CINTEC: histórico e finalidades

O espaço regional do Oeste e Sudoeste do Paraná é de uma colonização recente, datada a partir do primeiro quartel do século passado. Tão logo da fixação das primeiras famílias colonizadoras, a maioria provinda dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, Igreja Católica começou a marcar presença de forma mais estruturada nas regiões. A vinda de padres religiosos, a criação das Prelazias de Palmas e de Foz do Iguaçu, seguida pela criação das Dioceses de Palmas, Toledo e posteriormente de Cascavel e Foz do Iguaçu e a conseqüente criação de inúmeras paróquias fez com que o episcopado regional desde muito cedo começasse a pensar no surgimento de um clero local e que o mesmo pudesse ser formando na própria região.
          A partir dos anos 80, os anseios da Igreja do Oeste e Sudoeste do Estado começaram a se manifestar com maior intensidade em favor de um centro de estudos teológicos para a formação do clero da região, uma vez que já contava com vários seminários menores e com um seminário maior para a formação de sacerdotes em nível dos estudos filosóficos. Após vários encontros de estudos e reflexão por parte do episcopado e o clero, tomou-se, em 1988, a decisão de implementar os projetos de construção civil, de organização e planejamento acadêmico e de composição do quadro de professores para o curso de Teologia na região.
          Em abril de 1991, as dioceses de Cascavel, de Toledo, de Foz do Iguaçu, de Palmas/Francisco Beltrão e a de Guarapuava, representadas pelos seus respectivos bispos, fundaram e tornaram-se mantenedoras do Centro de Teologia, que recebeu o nome, em 1992, de Centro Interdiocesano de Teologia de Cascavel – CINTEC. Os desafios da composição de um quadro docente, levou as dioceses a estimularem os seus padres a buscarem qualificação, em nível de mestrado, doutorado e programas de pós-graduação no país e no exterior. Professores leigos, com sólida formação e experiência acadêmica somaram-se ao quadro docente do CINTEC.
          O CINTEC foi, progressivamente, adquirindo a personalidade de uma escola de teologia. Foi construindo o seu Currículo e o seu Regimento Interno, dando-lhe uma certa personalidade. Já no segundo ano de funcionamento do curso livre de Teologia, começou a desenvolver alguns projetos, que refletiram uma maior inserção do CINTEC na sociedade. Círculos ou Seminários de Estudos e Debates Teológico-Pastorais em torno de assuntos ligados à Teologia, em perspectiva de aplicação, deram dinâmica acadêmica ao Centro Teológico de Cascavel.
          Inicialmente, o CINTEC funcionava no Seminário Maior Arquidiocesano Nossa Senhora de Guadalupe, de Cascavel. Para transformá-lo em uma instituição jurídica, desmembrada do Seminário, foi dado o encaminhamento, em 1993, do CGC (CNPJ). Com o crescimento das expectativas em torno do Instituto e dos projetos por ele implementados, ainda em 1994, iniciaram-se as discussões em torno da possível agregação à Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR, do que resultou, depois de acordadas a adaptação curricular, em 23 de novembro de 1994, um convênio pelo qual a PUC passaria a emitir o Certificado para o Curso de Teologia, com validade eclesiástica.
          No final de 1994, formou-se a primeira turma do Curso de Teologia. Dos 12 estudantes que iniciaram 10 concluíram os estudos e foram ordenados sacerdotes. No ano de 1995, foi inaugurada a sede do CINTEC. Neste ano a Diocese de Maringá enviou seminaristas para o 1º ano de Teologia. Desta forma o CINTEC contava com um número relativamente expressivo de estudantes. Houve um esforço concentrado de aprimorar o acervo bibliográfico. Com este esforço contínuo a biblioteca do CINTEC passou a contar com aproximadamente 9.000 mil títulos, além dos serviços de assistência técnica ao sistema de informática, que se fizeram necessário, e duas pessoas com dedicação integral ao setor. Todo esse crescimento foi possível graças ao apoio decisivo das dioceses mantenedoras e de pessoas dedicadas à causa, especialmente os professores que passaram pela instituição. Desde os primórdios a maior dificuldade estava em completar o quadro de professores, a cada semestre. A instituição buscava professores em outros estados da federação, com custos elevados, tudo para que os estudantes recebessem a melhor qualificação possível. Hoje o quadro de professores é formado exclusivamente por mestres e doutores, das diversas áreas da Teologia e das Ciências Humanas.
          A partir de 1999, o CINTEC passou a editar uma Revista de Teologia, intitulada “Trilhas”. Essa revista é semestral e tem por objetivo publicar trabalhos produzidos por professores e alunos na área teológico-pastoral em vista do intercâmbio com instituições afins e implementação da formação teológico pastoral dos evangelizadores da região. No ano 2000 (dois mil) a PUC/PR, começa a fornecer o Certificado com a nomenclatura “Curso Superior Livre de Bacharelado em Teologia” ao invés de simplesmente “Curso de Teologia” como era anteriormente. O Centro Interdiocesano recebeu, além dos estudantes das dioceses fundadoras e mantenedoras, alunos das dioceses de Maringá e Guajará-Mirim/RO, além de religiosos (as) e leigos (as) de diferentes procedências. O CINTEC formou ao longo da sua existência 69 acadêmicos, dos quais 62 sacerdotes, duas religiosas e 5 leigos. Na oportunidade eram aproximadamente 55 os estudantes que cursavam Teologia, distribuídos em quatro turmas. O Estatuto do CINTEC, registrado no ano de 2001 na sua versão original, colocava a instituição na condição de “mantida” das cinco dioceses fundadoras e mantenedoras. Para melhor corresponder à sua missão, na perspectiva da implantação de uma Instituição de Ensino Superior com reconhecimento civil, aquele Estatuto passou por reformulações que colocam a instituição na condição de “mantenedora”.
          A implementação de um Curso específico de Teologia para os leigos, com dois anos de duração e uma carga de 430 horas-aula, teve inicio no mês de agosto de 2002. O mesmo tem por objetivo a maior qualificação de agentes de pastoral e sujeitos sociais para o exercício de sua liderança na sociedade e na Igreja, na perspectiva de contribuírem para o processo da evangelização da cultura e da transformação da sociedade em base aos valores cristãos. A experiência piloto partiu da Arquidiocese de Cascavel e será estendida às demais diocese da região. O próximo desafio da instituição constituía na busca de seu credenciamento junto ao Ministério de Educação e Cultura (MEC) e conseguir a autorização para o Curso de Teologia e de outros cursos de interesse em modo a constituir um Centro Especializado de Educação Superior Teológico-Humanístico.
          Por outro lado, enquanto o título de bacharel em Teologia era conferido nos termos dado Decreto-Lei 1.051/69 como Curso Livre de Teologia, o Parecer CES/CNE nº 505/99, de 19/05/99 modificou a situação legal dos cursos de Teologia reconhecendo-os como Curso de Bacharelado em Teologia, em nível de graduação. Diante do Parecer nº 241/99, de 15/03/99 reconhece que o “estado não pode impedir ou cercear a criação desses Cursos (Bacharelado em Teologia)...e de acordo com o mesmo Parecer o não reconhecimento oficial dos cursos de Teologia como cursos Superiores priva os seus estudantes - ministros religiosos ou não - dos direitos e privilégios concedidos legalmente aos profissionais formados em outras áreas. É, portanto, de todo recomendável que esta situação discriminatória seja corrigida”.
          Diante de uma seqüência de normativas que sucederam, serviu de atmosfera favorável para a iniciativa da criação da Faculdade Missioneira do Paraná – FAMIPAR, que recebeu seu Credenciamento pela Portaria Nº 4.300 de 21 de dezembro de 2004, autorização de funcionamento do Curso de teologia, bacharelado, pela Portaria Nº 4.301 da mesma.

          3. A origem da Faculdade Missioneira do Paraná

          A afirmação do propósito de constituir e incrementar a Educação Superior Católica firma-se na missão de agregar ao seu papel pedagógico o compromisso de formar cidadãos críticos e criativos, comprometidos com a vida e com os valores humanos e cristãos, que conduzam para uma sociedade justa e solidária, e de profissionais qualificados para a inovação propulsora do desenvolvimento econômico e social. As Dioceses associadas do Centro Interdiocesano de Teologia, através dos seus Bispos, assessorados por lideranças educacionais e comunitárias, entenderam que a presença missionária da Igreja no processo na educação superior era, no tempo presente, um fator imprescindível para a evangelização da cultura. A criação de uma instituição de ensino superior, que responda à vocação regional e acolha os jovens e os adultos que buscam uma formação continuada para o permanente aperfeiçoamento humano e profissional, fundamentou-se na proposta de equacionar conhecimento e humanização, conhecimento e evangelização; conhecimento e produção cultural; conhecimento e desenvolvimento econômico e conhecimento e justiça social.
          Por outro lado, o tempo presente nos apresenta novos sinais. A humanidade está construindo, em ritmo acelerado, novo código para referenciar a vida e o mundo. Entramos na era do agir comunicativo da integração social. O agir comunicativo, como força consensual, é mais importante que o agir estratégico enquanto meio de transmissão e comunicação de informações. Neste sentido, não basta ter acesso às informações através do agir estratégico, se não se promover a integração social através do agir comunicativo. A linguagem e seus códigos são, portanto, instrumentos importantes para o ato de conceber, refletir e abordar a realidade do tempo presente. Há uma tendência crescente de superação dos paradigmas fundamentados na racionalidade, nos argumentos, nas provas e nas metodologias dedutivas e cartesianas. No tempo presente há uma crescente valorização da intencionalidade, da intersubjetividade e do agir comunicativo dinâmico. A valorização da corporeidade, da estética, da funcionalidade e da virtualidade acelera a necessidade do conhecimento do homem de si mesmo e de todos os elementos indispensáveis ao agir comunicativo. O conhecimento é, portanto, o princípio, o meio e o fim deste agir comunicativo para a integração social. A faculdade, enquanto lócus privilegiado de reflexão, de produção e reelaboração científica e de difusão cultural, tornou-se um espaço possível para a produção dos referencias para a construção de uma sociedade solidária, justa e eqüitativa. Lugar de recorrência para a formação continuada, espaço de produção do conhecimento e de difusão da cultura, o espaço acadêmico representa e configura terreno fértil para a cristianização do saber e para a evangelização da cultura. A educação superior, nestes termos, tem um enorme papel civilizador a exercer. O culto aos valores cristãos e humanos é o caminho certo para isto. É a partir destes referenciais que os bispos e as lideranças das regiões Centro-Oeste, Oeste e Sudoeste do Paraná decidiram abraçar a causa da educação superior e constituir a Faculdade Missioneira do Paraná.
          A afirmação do propósito de constituir e incrementar a Educação Superior Católica firma-se na missão de agregar ao seu papel pedagógico o compromisso de formar cidadãos críticos e criativos, comprometidos com a vida e com os valores humanos e cristãos, que conduzam para uma sociedade justa e solidária, e de profissionais qualificados para a inovação propulsora do desenvolvimento econômico e social. As Dioceses associadas do Centro Interdiocesano de Teologia, através de seus Bispos, assessorados por lideranças educacionais e comunitárias, entenderam que a presença missionária da Igreja no processo da educação superior era, no tempo presente, um fator imprescindível para a evangelização da cultura. A criação de uma instituição de ensino superior, que responda à vocação regional e acolha os jovens e os adultos que buscam uma formação continuada para o permanente aperfeiçoamento humano e profissional, fundamentou-se na proposta de equacionar conhecimento e humanização; conhecimento e evangelização; conhecimento e produção cultural; conhecimento e desenvolvimento econômico e conhecimento e justiça social.

          4. Inserção Regional

          O espaço regional do Oeste e Sudoeste do Paraná é de uma colonização recente, datada a partir do primeiro quarto do século passado. Tão logo da fixação das primeiras famílias colonizadoras, a maioria provinda dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a Igreja Católica começou a marcar presença de forma mais estruturada nas regiões. A vinda de padres religiosos, a criação das Prelazias de Palmas e de Foz do Iguaçu, seguida pela criação das Dioceses de Palmas, Toledo e posteriormente de Cascavel e Foz do Iguaçu e a conseqüente criação de inúmeras paróquias fez com que o episcopado regional desde muito cedo começasse a pensar no surgimento de um clero local e que o mesmo pudesse ser formando na própria região.

          Consciente do contexto social em que está inserida, a Faculdade Missioneira do Paraná pretende contribuir com a elevação dos níveis educacional e cultural do povo brasileiro e ser um agente do processo de desenvolvimento social.

          A Faculdade Missioneira do Paraná é uma instituição de educação superior católica, de caráter privado, sem fins lucrativos, que foi concebida a partir do espírito e da filosofia cristã de desenvolver a ação educativa.

           Concebe seus programas e projetos a partir da visão cristã de homem e do seu papel no mundo e na história. A partir desta concepção, entende que as atividades de ensino, de pesquisa, de extensão e de ação comunitária e cultural devam ser desenvolvidas em base a processos interativos e interdisciplinares de produção, de transmissão e de aplicação de conhecimentos.

          Organiza-se como espaço para o desenvolvimento da educação superior que propõe a formação integral da pessoa humana, capacitando-a para o exercício profissional e da cidadania, na perspectiva da sua realização pessoal e da construção de um projeto social que conduza à transformação social em base aos princípios da solidariedade cristã.

           Propõe-se o desenvolvimento do conhecimento nas suas variadas formas, atento aos avanços da ciência e da cultura e sintonizado com os problemas e os desafios da sociedade. Por esta razão, deve integrar-se na vida comunitária, estabelecendo parcerias e intercâmbios com instituições significativas da sociedade e promovendo o diálogo e o intercâmbio com as diversas culturas e entre as diferentes classes sociais.

          Promove a formação continuada da comunidade acadêmica através de ações interativas co-responsáveis, que, em base aos valores essenciais à vida e à promoção humana, possa desencadear-se, com competência profissional, confiança mútua e solidariedade cristã, uma ação educativa qualificada e referenciada nos desafios que se apresentam à sociedade do nosso tempo e às políticas brasileiras de educação superior.

Tem seu projeto alicerçado nos princípios da pedagogia que acredita que os elementos essenciais do processo formativo sejam: o aprender a ser, o aprender a conviver, o aprender a aprender e o aprender a fazer. O respeito à pessoa humana tem nos princípios do cristianismo os seus fundamentos e nos jovens e nas camadas sociais menos favorecidas o seu foco preferencial de ação educativa.

 
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