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Acadêmico da Famipar vence VII Concurso Universitário de Oratória

    A Famipar participou nesta quarta-feira (05/09) do VII Concurso Universitário de Oratória promovido pelo Conselho Jovem Empreendedor da ACIC – Associação Comercial e Industrial de Cascavel que neste ano teve como tema: “Cidadania: um instrumento contra a corrupção”, tema este de grande relevância no contexto político que estamos vivendo. Participaram também outras instituições de ensino superior de Cascavel. O vencedor do concurso, para a alegria de nossa faculdade foi o estudante Adriano Lazarini Souza dos Santos do 6º período do Curso de Bacharelado em Teologia.
Parabenizamos o nosso acadêmico e agradecemos ao Conselho Jovem Empreendedor da ACIC pela organização e a  todos os que se fizeram presentes prestigiando este momento de formação da consciência para a cidadania.
Segue na íntegra, o texto apresentado pelo orador: Cidadania contra a corrupção: o poder das escolhas
 Chegamos a mais um período eleitoral. Tempo de alianças, tempo de propostas, tempo de promessas, tempo de reavivar as utopias sociais, enfim, tempo de escolhas. Tempo do exercício do insigne direito democrático: o voto! Tempo em que voltam à baila os candidatos, cuja índole deveria corresponder à etimologia do nomecandidus (branco, alvo, cândido), travando entre si uma frenética e desesperada batalha por votos. Pena que, para a mídia brasileira em geral, política é sinônimo de corrupção. Para a grande parte da população, resume-se às eleições. Para gente pouco informada, é só um “ano de política”.
Já dizia o ditado popular que a vida feliz é aquela que é composta de boas escolhas. Sobre este assunto, no que se refere à política, quero discorrer breves palavras.
Estamos diante de um privilegiado tempo de exercício da cidadania. Cidadania não é um mero substantivo feminino de conteúdo indefinido referente a uma praxe inerte, mas uma arma, um modo de fazer valer nossos direitos dentro do sistema democrático.
As eleições municipais nos põem em contato com a microesfera da administração política pública. Nem por isso devem ser subestimadas ou desprezadas, pois dizem respeito às ações que tocam diretamente as nossas vidas: educação, segurança, saúde, lazer, trabalho entre outros.
Temos, pelo menos, três leis mediante as quais podemos fazer valer nossos direitos de cidadãos no que tange à política. Trata-se da lei 9840 contra a corrupção eleitoral, a lei complementar 135/2010 da “ficha limpa” e a lei 12.527 de acesso à informação pública. A primeira tem por objetivo combater e punir a compra de votos, lídima expressão da corrupção. Por seu turno, a segunda impede a candidatura de quem já foi condenado por crimes graves no pleito eleitoral e na administração pública por até 8 anos. E a última torna acessíveis a todos as informações acerca dos investimentos e gastos do dinheiro público pelo governo.
Como pudemos perceber, existem meios para o exercício da cidadania neste âmbito. É necessário lembrar, todavia, que a corrupção, aristotelicamente falando, enquanto degeneração da virtude da justiça é um acidente que pode atingir alguns candidatos em primeiro lugar e se prolifera quando não é coibida mediante a atividade da vigilância cidadã.
Por isso, faz-se imprescindível o conhecimento da historia dos candidatos, sua índole, seus projetos, as causas com as quais está comprometido. Caso busque a reeleição, é preciso avaliar a administração anterior em pontos concretos, tais como a honra aos compromissos, a transparência e o desenvolvimento de políticas públicas em favor de todos, procurando perceber se o serviço é realmente a motivação para tal campanha.
Ademais, os candidatos devem ser analisados segundo um perfil de qualidades necessárias para ser um representante municipal: ser ético e corajoso, ter senso de justiça, responsabilidade e transparência diante da comunidade, defender a vida em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até a morte natural, promover a justiça social, ter sensibilidade ecológica, ser empreendedor, estrategista e saber administrar.
Por outro lado, é preciso que haja bons eleitores adornados pela honestidade, pelo senso de participação na vida da comunidade municipal, pelo respeito para com o adversário político. Que aceitem a liberdade de escolha do outro e saibam analisar ponderadamente os seus candidatos e que, por fim, ao presenciarem episódios de corrupção eleitoral, tenham a coragem de denunciar os envolvidos junto às autoridades competentes.
Temos um poderoso instrumento em nossas mãos. É preciso saber usá-lo bem. Do contrário, a virtude se degenera em vício. E disso, já estamos cansados!
Somente a existência de um eleitorado esclarecido e consciente vai impedir que candidaturas, cujo sucesso só ocorreria pela falta de um crivo crítico dos cidadãos, perpetuem a corrupção e a impunidade ascendentes diretamente proporcionais à decadência crescente dos direitos da população.
Caros ouvintes, este é um tempo de revisões pessoais e comunitárias em termos de exercício de cidadania. Portanto, um tempo crucial para o destino de nossas cidades e municípios. Voto não tem preço, mas consequências!
Adriano Lazarini Souza dos Santos  

 
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